sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Diário de bordo

Eu esperava um blog para escrever bastantes coisas originais, minhas... Contudo, encarei-me ao Espelho, tive Medo da minha própria cara, e resolvi recolher daqui os escritos que se pretendem literatura. Ah, que estranho falar isso... Temo blasfemar contra a Literatura.
Andemos.
A escrita me move, positivamente. Me põe naquele lugar do murro, do urro. As palavras são uma forma de libertação, mas, como me libertar pelas palavras se elas mesmas são parte da minha angústia? Da angústia - explico-me - muito Moderna/ista de não haver conceitos passíveis de represetação plena pela palavra.
Angústia de morrerem as palavras quando elas estão já entre mim e as teclas do computador.
Angústia da não-palavra, quando o interior é grito.
Mas nem tudo é assim, angústia: em meio ao meu caos pessoal, colho livros, poesias, parcerias, delicadezas, solidão gostosa, viagem por dentro de mim mesma. Assim mesmo: por dentro de mim. De novo, lembrei-me de Saramago, do mar interior de Levantados e de Rosa, do sertão que "vige é dentro de nós". E, por fim, - a cadeia das lembranças... - de Borges, e os caminhos que se bifurcam...
Vá lá! Vou dormir. Cedo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Buááááá...
Tô órfã!
Esperava que ela continuasse a publicar aqui seus textos devera interessantes e instigantes.
=P