segunda-feira, 30 de março de 2009

Eu me atrevo e aproprio palavras.

Leitura, em espelho, de uma leitura de mim mesma:
"Trova Moderna
Mote (próprio)
- Como?
Não tenho pressa em ouvir ou dizer.
Doces murmúrios.
Lá fora, um silêncio intermitente delicia-me o sono, e a consciência do mar, do que é ser, encontra-se em meio a cobertas muito brancas, à cama cheia de mim, à consistência das coisas.
Penso e invoco em rezas: Pessoas, Rosas, Andrades - e todos aqui habitam tais como vozes, e eu, imersa em vozes de todos os lugares, de todos os tempos, aos quais pertenço e sempre pertencerei.
E, mais uma vez, encontro-me.
Não serei eu a pertecente? Pertinente e oportuna? Não serei eu a raiz, o corte, aquela que, lentamente, suspira e desfruta de sua própria luz?
Visto minhas máscaras, e só pra sair da rotina, maquio-me como outra. Pequenina em corpo, mas grande em vontade, voz miúda, porém firme e penetrante; um leão que, mais uma vez, por pura graça, personifica-se em fragilidade.
- Apenas queria dizer que não tenho escrúpulos. (Que não temo o risco). (aqui este "projeto inacabado" de primário cultor da última flor do Lácio teve de se abster na interferência, pois o futuro já fez presente em palavras...)"
(M.R.)

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