É dissipando a nuvem que se põe à frente de meus olhos pálidos
que vejo - com profundeza - o muro.
A Palavra de agora, perenizada na tinta que o papel sorve,
Expulsa-se como a dor que diz "não" ao que vê.
Eu sinto um martelar na garganta seca,
um desejo de fazer as malas e
rever a minha força na raiz das minhas terras.
Na raiz dos meus pés doridos da caminhada...
Hoje, 8h18, tive uma revelação:
dura comigo mesma - franca -
eu tranquei a porta de casa para alguém entrar.
Ponho-me só.
E deixo encontrar-me
novamente
noutro ser, noutra história.
Aguardo pacientemente A Revelação.
Recolho os restos de mim mesma da manhã partida
meto-os todos no lixo
e reconstruo indefinível sobre ruínas de
que me constituo
há poucas horas
tão eternas.
(hoje)
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;~~~
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