quarta-feira, 11 de abril de 2012

Março



eis-me aqui sem luz, talvez pela quarta vez só nesta tarde, depois de uma manhã iluminada pelo nordeste do Brasil (para saber mais sobre a energia que nunca falta em São Tomé, basta visitar o www.vozsaotome.blogspot.com). para variar um pouco a rotina, o que me falta aqui para escrever mais e com a frequência quase frenética de 2008 e 2009, é mesmo a tal iluminação... claro que se trata de outra instância de iluminação – também – mas hoje, em decorrência de muito trabalho e de ter que organizar programas, horários, orientações, reuniões... ufa! me deu uma vontade imensa de escrever. o último post foi um daqueles proto-poemas, inspirado em algum momento especial, daqueles que não têm preço, e que, algumas vezes, nem têm paralelo na memória ou possibilidades no futuro. enfim, nada demais, nenhum querido diário, nada de reclamações e chateações, ou relatos chateados e chatos (não foi possível evitar o clichê). uma olhada pro mês de março me faz refletir sobre envolvimentos e des-envolvimentos. envolvimentos em excesso podem ser prejudiciais e causarem mal-estar até em gentes que nunca se pensou que pudesse causar... e até em gentes que nunca sequer nos viram a cara. des-envolvimentos são impulsionadores de trabalhos razoáveis, como aquele que apresentei no colóquio sobre são tomé em Lisboa, e que de STP teve muita teoria, pouco são-tomense, muita exposição, muitas dúvidas no ar, e gente muito boa e muito fraca falando ora sobre aquilo que muito entendiam, e pouco entendiam do objeto do colóquio, ora sobre coisas que pouco sabiam, mas sobre as quais falavam mesmo assim. faltou, na minha opinião, o “cheiro” de quem experimentou são tomé. não quero dizer com isso que se tenha de viver em STP para exalar esse cheiro, mas, ao menos, sair do conforto da civilização ocidental e sentir o cheiro real desta terra com verdes magníficos e questões muito práticas e menos verdes para resolver... do que tanta teoria e power-points, e suposições e utopias... eu parabenizo os experimentados. e aconselho: São Tomé vale a pena. vale sim! a ida a Lisboa, no entanto, foi ótima, e sempre é. valeu para arejar a cabeça e exercitar o cérebro! sair da rotina é sempre muito bom, em todas as instâncias da vida, repito. ainda em março passei por um problema bizarro, desrespeitoso e absolutamente inexplicável com um supuesto amigo. a minha ingenuidade não me deixa crer que eu tenha me enganado em relação ao caráter e ao sentimento de amizade verdadeira que sentia por mim o dito. mas o meu senso de justiça vale pros outros, vale pra mim: não se julga ou se “supõe” o caráter ou a integridade de uma pessoa antes de conhecê-la. não se agride verbalmente ou se calunia alguém sem pensar que o alvo da agressão é uma pessoa que tem um background familiar e cultural regido por leis e morais que não se devem tocar ou questionar antes de se ter como provar a acusação. lamento...

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