domingo, 8 de fevereiro de 2009

Não senhor...

I) Embora eu ame cinema - o ambiente, o barulho dos papéis de bala e da pipoca - não é todo filme que me dá prazer em ficar na sala... Sim senhor (Yes man) é muito chato!
II) Há muito que tenho vontade de escrever coisas aqui, desde o último texto... parece que alguma coisa andou presa; havia (e ainda há) uma barreira entre mim e a palavra, de tempos em tempos isso me ocorre. Por isso, hoje, eu resolvi recolher escritos soltos e trazer para cá.
Finalmente, comecei a acupuntura. Tenho a gostosa sensação de que estou fazendo coisas certas, no momento certo. É claro que ainda há dificuldades em fazer bem algumas coisas, mas tenho tentado me desvencilhar da crítica negativa e seguir em frente. Mas é muito, MUITO difícil. Abandonei definitivamente o médico que estava cuidando da minha lombar, por causa do óbvio: não deu certo. Agora, creio em outros meios, e na melhora da cabeça para essa cura, que antes me parecia distante... Enfim, as saídas se aproximam agora. Eu me aproximo delas, na verdade. Esse é o passo.
III) Em um caderninho leio algo que seria um texto-post: Um pouco mais de ânimo. E continuo: não posso prescindir da poesia de Sá-Carneiro quando começo dessa forma um texto (refiro-me ao poema Quase). Sinto-me aliviando a ideia de voltar à sala de aula. Estou confiante com os retornos, e traço metas importantes para que as coisas se acertem esse ano!
A principal: quero que as pessoas se acertem. Sei que não é fácil... Lembro-me tão bem de que sabia, lá bem no fundo de mim, que as pessoas que escolhi no ano passado para serem amigas estavam erradas, desde o dia da mentira que elas me disseram. Era mais simples dizer que iam fazer algo e que já haviam estacionado, do que mentir que estavam num engarrafamento, quando eu as vi descer do carro. Enfim, essa intuição me acompanhou o tempo inteiro, embora eu tenha me permitido ser inteira com elas durante um período. E, dito e feito! A mentira do início eram elas.
IV) Quando passava agora há pouco (terça passada) pelo Largo do Machado, pensei: por que não colocar uma caixa de som na praça e ficar enlouquecidamente cantando para ganhar a vida? Estaria perto do meu professor de canto e, agora, da acupunturista. Será que daria pra pagar as contas?
V) Estou feliz com as decisões que tenho tomado, e que pouco têm a ver com a minha escolha profissional. O canto, por exemplo: enquanto eu não admitir para mim mesma que não faço aula de canto para dar aula melhor, vou continuar sendo a péssima aluna que tenho sido... Tensa, com críticas horríveis sobre mim mesma, e que de nada adiantam para o meu desenvolvimento como... cantora. Cantora?
Muito embora eu não projete grandes futuros... eu faço canto para cantar, sei que alguma coisa vai florescer dessa brutalidade com que me trato, com que trato a minha voz, desprezando-a. Mas, a flor também é ferida aberta... Enfim! Só essa perspectiva de florescimento já é maravilhosa. Anima, sendo assim, alegra-me.
Post scriptum: sinto uma alegriazinha com a primeira semana de aula. Bons ares.

Um comentário:

Anônimo disse...

Não é fácil mesmo saber lidar com críticas, por mais que digam que elas podem ser úteis ao aperfeiçoamento.Quero um dia chegar a esse nível de evolução.

Uma ótima volta às aulas pra ti!!