quarta-feira, 12 de agosto de 2009

se estou azeda, escrevo poesia. se estou angustiada, triste, amargurada, desesperançada, escrevo poesia. o que pode haver de tão belo na tristeza? a rima com beleza é o clichê mais falado pelos poetas de verdade. se estou com vontade de sumir, de correr, de pular, tento escrever poesia. se estou amando, sou a poesia. eu, que sou protopoeta, escrevo protopoemas, não saio da inércia de que muitas vezes me constituo quando há um sopro de liberdade entre as minhas mãos e a "pena". sou o oximoro. o paradoxo. sou a antítese. se estou feliz, vivo apenas. a arte me liberta. e mata.

Um comentário:

Carla Mariana disse...

Um viva a poesia então!