terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

5 meses sem Brasil, em Portugal

Atualizando pequenas notas, no frio daqui:
estou certa de que esta viagem representou, para mim, um divisor de águas. Tanto no que diz respeito às minhas emoções, quanto às coisas práticas. Os planos se fazem urgentes, mas com uma certa harmonia que adquiri aqui, andando pelas calçadas frias de Lisboa e vendo terras que são um pouco da minha alma luso-brasileira.
Tenho a sensação deliciosa de me ter esquecido das dores que trouxe. Talvez, as tenha jogado no Tejo (rio do meu poeta-maior), com uma determinação imensa, e de que as tenha deixado ir, ir, com a calma de que necessitam para não voltarem atrás.
Hoje, reconciliada com a minha ética, com o meu corpo, com aminha mente, com meus pais, sei que posso prosseguir, mais adulta, desfeitos sonhos irreais e refeitos ideais verdadeiros.
Tenho pressa, com calma, de realizar-me, de ser feliz, e trilhar caminhos férteis na literatura, na vida, no amor, no trabalho...
Sem mais por hoje.

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