Hoje eu reli todas as anotações que eu fiz nos inúmeros cafés, restaurantes e afins que frequentei em Lisboa (principalmente Lisboa, pois nas outras cidades eu estava mais de passagem). Fiquei assustada com as coisas que pensei, e, mais, as que pensei e anotei. Sempre é muito complicado concretizar o que pensamos, principalmente se partimos para algum lugar em busca de descobertas que estão mais no plano abstrato que no concreto.
Enfim, estou de volta. Difícil de volta, mas recuperando, com o passar dos longos minutos santomenses, um pouco da minha energia, da minha força. No sábado, assim que cheguei, me meti na minha cama e nem saí de lá. Das 6h até umas 17h. Depois, percebi que precisava comer, beber alguma coisa, e comunicar a alguém a minha chegada. E comuniquei ao Tomé e à Ivone.
Sentei-me na frente do computador e escrevi um looooongo email - que seria enviado só no dia seguinte, pois na minha casa não há acesso à internet - e já me senti um pouquinho mais aliviada, só por conseguir escrever.
Finalmente, fui a uma feijoada - e não comi feijão - e tomei uns copinhos com Ivone e Tomé. Sambei um pouco, me diverti, tentei gostar de estar ali, e as caras familiares dos meus amigos amenizaram o aperto que tinha em mim.
No domingo, eu me senti bem melhor. Fui para a casa da Ivone, almoçamos, papeamos... Aos pouquinhos, eu vou botando meu coração no lugar, e vou pensando no que vou fazer daqui pra frente, depois dessa viagem que mexeu com as minhas estruturas de maneira muito profunda.
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