sábado, 26 de fevereiro de 2011

Bodyless

o meu

corpo é

túmulo
d
e
p
a
l
a
v
r
a
s

nele ente
r
r
o

encerro

medos.

e mato-os
antes de se transfazerem
em

matéria.



o meu
corpo

é cinzas

palavras são

cinzas

do meu
c
o
r
p
o

gris

palavras
envilecem
envivecem
envai-
-descem

toda
via

se e s v a e m

entre
mim e o meio

sem cor.

Um comentário:

Anônimo disse...

Metacarpo, metatarso
Medram por entre falanges
Coisas doídas distantes
Que se arrastam
Perambulantes
(Que arrasam).

Dores errantes
As ervas daninhas
Bordam a relva.

Nestes ventrículos
(Reles
Latejantes
Prostíbulos) me
Perfuram as membranas.

Ai! A minha
Raiva!