quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sem título, sem aspecto.

horas caladas
e eu

ridícula!

a soltar gargalhadas
como puta.

deixando me
penetrarem as
palavras

que não consigo
concretizar.

sou espanto
de mim mesma.

sou a mulher
de todos
e de um
só.

sou a angústia-
-branca
no corpo-
branco

sem pureza.

não suportaria
purezas
nesse ventre vazio

túmulo de vida
porvir.

só a sujeira das
mulheres
ignóbeis.

e sem nome.

Um comentário:

Anônimo disse...

Autora: a tua poesia é forte, tem músculo, vaza coragem. Espero que o ato de escrevê-la arranque de ti essa angústia.

Muito bom (e doloroso de ler):

soltar gargalhadas
como puta.