horas caladas
e eu
ridícula!
a soltar gargalhadas
como puta.
deixando me
penetrarem as
palavras
que não consigo
concretizar.
sou espanto
de mim mesma.
sou a mulher
de todos
e de um
só.
sou a angústia-
-branca
no corpo-
branco
sem pureza.
não suportaria
purezas
nesse ventre vazio
túmulo de vida
porvir.
só a sujeira das
mulheres
ignóbeis.
e sem nome.
Um comentário:
Autora: a tua poesia é forte, tem músculo, vaza coragem. Espero que o ato de escrevê-la arranque de ti essa angústia.
Muito bom (e doloroso de ler):
soltar gargalhadas
como puta.
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