Mamãe foi embora. Sempre é bom tê-la por perto, mas bom também ficar em casa, do meu jeito. A solidão impregna, a gente fica gostando dela!!!
Eu havia jurado para mim mesma - que crise!!! - que esta coisa não seria um diário, mas, já vi que "entrei nessa". E como em tudo que faço, vou até fim. Até porque nem sei bem quando será o fim; o fim pode ser agora... Para o bem de uns... e... não sei.
Aproveito para escrever com uma linguagem mais leve, mais coloquial, tendo em vista que nosso presidente anda falando coisas dignas de saírem da boca de um chefe de Estado. E como o país é a cara do presidente que tem... (evitemos ser a Palavra dele também!!!)
Estava observando: desde que intentei começar o livro do Saramago (li um agradecimento e a dedicatória), muitos elefantes apareceram: "Homem elefante", do Dani (amigo!amigo!), "O Elefante", do Drummond. Os elefantes que dão sorte, o mamute-filhote (para mim, mamute = elefante, já que tem tromba [tem tromba???]). Muito elefante.
A curisosidade tem me corroído nesses últimos dias. Digamos que tenho flertado com algumas coisas mais antigas, sábias, dos idos dos anos 40... e nesse flerte, muito tem vindo à tona sobre a imaginação humana (paradoxal e redundante). Quando eu pensar bem no que posso expor livremente, volto, e falo da cultura dos anos 40 aos 60 (eu nem sonhava em nascer). Okay, tendo em vista o fato de gostar de literatura do século XIX, não estou indo longe demais.
E a curiosidade sem fim me fez constatar o bendito-maldito ditado: tal pai, tal filho. Estou estupefacta! E rindo de mim mesma.
Mas isso está muito introspectivo... Pelo menos eu percebo um quê bem interessante de humor nas palavras, o que há muito não encontrava. Nada daquele efeito breguíssimo de Poli(y)ana (a vida está uma merda, mas eu "tô" bem, é o que dizem). Sou eu mesma, redescoberta.
O meu amigo Qualquer Um desistiu de mandar comentários pros meus escritos. Talvez não tenha muita paciência pra ler textos adolescentes, com cara de diariozinho. Eu também não teria. Mas, Monsieur, tenho saudades de sentir meu coração palpitar quando lia seu não-nome no "assunto" das mensagens.
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