- Elegia -
Sabes
amor
que morro?
Que meu corpo definha e tu
jamais saberás o que fora tocá-lo?
Nunca saberás a que saibo
Nunca saberás que gosto tive
- a não ser, queiras experimentar-
me agora:
pútrida,
fétida -
Ah, amado! Não foi essa a morte
que sonhei para nós.
***********
- Epitáfio -
Sonhava, enquanto me entorpeciam, que corríamos pelos prados de Caeiro sem mistério, e que seus olhos verdes eram águas. E eu me banhava nas tuas águas. Expirava em teus rios. Mas não foste assim.
(sem data)
Sabes
amor
que morro?
Que meu corpo definha e tu
jamais saberás o que fora tocá-lo?
Nunca saberás a que saibo
Nunca saberás que gosto tive
- a não ser, queiras experimentar-
me agora:
pútrida,
fétida -
Ah, amado! Não foi essa a morte
que sonhei para nós.
***********
- Epitáfio -
Sonhava, enquanto me entorpeciam, que corríamos pelos prados de Caeiro sem mistério, e que seus olhos verdes eram águas. E eu me banhava nas tuas águas. Expirava em teus rios. Mas não foste assim.
(sem data)
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