quinta-feira, 11 de junho de 2009

Carta de amor sofrente (II) - ao som de Elis e Tom

- Elegia -

Sabes
amor
que morro?

Que meu corpo definha e tu
jamais saberás o que fora tocá-lo?

Nunca saberás a que saibo
Nunca saberás que gosto tive

- a não ser, queiras experimentar-
me agora:
pútrida,
fétida -

Ah, amado! Não foi essa a morte
que sonhei para nós.

***********

- Epitáfio -

Sonhava, enquanto me entorpeciam, que corríamos pelos prados de Caeiro sem mistério, e que seus olhos verdes eram águas. E eu me banhava nas tuas águas. Expirava em teus rios. Mas não foste assim.

(sem data)

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