segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mote cabralino - alheíssimo

O amor
...............................comeu
As certezas
...............................do amor.
O amor
...............................roeu
...............................as unhas
...............................cuspiu os restos
...............................das unhas
...............................O amor
...............................comeu
o desejo
de não ser
livre.
O amor
...............................devorou
sem piedade
.................................................a minha
.................................................idade.
(25/04/2009)

2 comentários:

s.daedalus disse...

Mas não conseguimos viver sem ele: o amor. Concorda?

s.daedalus disse...

Por que o silêncio? Estou com saudade do som das suas palavras.