sexta-feira, 24 de julho de 2009

Sem data, mas com cheiro de guardado.

Quanto é em mim
passado
de alegrias cravadas
na alma
como
flores

Quanto é presente
de sangue
a gotejar
por poros
como
fulgores

Quanto pode ser
futuro
semente
outro
como
filhos

Quanto tem
de eterno
lágrimas doces, suores
penetrando
os poros
como
flautas

Quanto é sempre
a verdade
clara e nua
penetrante
como
falo

Quanto é tanto
por enquanto
contanto
contudo
como palavras
frementes

Como é
linguagem
imagem
jogo, enfim,
como
fogo

de inesgotável chama?

Um comentário:

Lelena Lucas disse...

Oi, Naduska! Estive aqui e pretendo voltar pra ler mais. Obrigada pela visita e pela gentileza. Beijo das bandas de cá.