Trilha sonora do dia sem luz elétrica, antes que acabe a bateria do PC: Samba da pessoa que quer ser feliz, com Virgínia Rosa (brigada, Sé!)
A pessoa que quer ser feliz, que quer e que sempre quis, merece. Que os deuses escutem sua prece e até o que nunca acontece, aconteça... Que a longa noite amanheça, que a felicidade apareça na forma disforme da luz. O amor que é ausência e razão de sofrer, transforme-se em bem-querer, então esse bem querer cresça. Cresça como a flor cresce no mangue em meio ao manguezal, cresça e fique imenso querer bem até que essa pessoa esqueça o mal! A pessoa que quer ser feliz...
Ontem, depois do episódio dramático da aranha, eu consegui chorar muito, finalmente. Lembro-me de ter chorado no avião – por medo de avião – depois, pensei que iria chorar em Lisboa, mas não aconteceu. Quase “parti” o pescoço para vê-la pela janelinha do avião, e não deu tempo de chorar: eu andei muito e vim chegar em São Tomé, literalmente, exaurida.
A pessoa que quer ser feliz, que quer e que sempre quis, merece. Que os deuses escutem sua prece e até o que nunca acontece, aconteça... Que a longa noite amanheça, que a felicidade apareça na forma disforme da luz. O amor que é ausência e razão de sofrer, transforme-se em bem-querer, então esse bem querer cresça. Cresça como a flor cresce no mangue em meio ao manguezal, cresça e fique imenso querer bem até que essa pessoa esqueça o mal! A pessoa que quer ser feliz...
Ontem, depois do episódio dramático da aranha, eu consegui chorar muito, finalmente. Lembro-me de ter chorado no avião – por medo de avião – depois, pensei que iria chorar em Lisboa, mas não aconteceu. Quase “parti” o pescoço para vê-la pela janelinha do avião, e não deu tempo de chorar: eu andei muito e vim chegar em São Tomé, literalmente, exaurida.
Mas, à aranha: estava eu a trabalhar quieta no meu canto (ou no meu centro, pois que aqui tenho uma mesa no centro da sala), quando olho para a minha esquerda e lá está ela, grande (do tamanho da minha mão) e castanha. Arisca... Eu gritei a Axana, filha da D. Delfina, que trouxe a Natércia para me salvar do monstro. Enfim, liberada do pesadelo de ter uma aranha dentro de casa, vi um rabo (e só quis ver o rabo, pois foi absolutamente suficiente para me inquietar) bem atrás do ar-condicionado. Não quis saber do que se tratava, e fui dormir só quando estava morta de sono. Então, esqueci-me do rabo e de imaginar o corpo que pudesse carregar aquele rabo.
Sonhos sonhos são...
Os meus têm sido os mais diversos, estranhos, e, tantas vezes, extremamente significativos. Alguns se misturam uns com outros, outros são muito muito claros e quase parecem reais. Estou confusa.
Dois sonhos me chamaram a atenção à noite (e não havia aranhas ou “osgas” neles): eu e um amigo negro, o Jobson, descobrimos, numa casa em que estávamos e que já havia sido saqueada, alguns mil euros. Como a casa estava destruída, não achamos por mal levar para nós o resto do dinheiro. Retiramos as sobras e contamos: eram 19 mil euros. O problema foi termos sido descobertos pela Cíntia, minha amiga de Juiz de Fora, psicóloga. Claro, a Cíntia conversou com o Jobson antes de conversar comigo a fim de convencê-lo de que eu o havia incentivado a cometer o furto, tendo em vista o fato de que ele seria muito inocente e jamais cometeria aquele ato desonesto.
Fiquei morta de vontade de falar com a Cíntia logo que acordei, porque, no sonho, ela estava muito brava comigo. E foi muito significativo eu, branca, num país em que a maioria da população é negra, ter um sonho em que eu era mau-caráter e incentivava um bom amigo, negro (saudades dele...) a ter uma atitude insensata e desonesta. Freud explica. Explica?
O sonho que mais me angustiou foi aquele em que, ao voltar para esta casa em que estou, encontrei partida a pulseira de bambu que a Laís me deu. Nada mais poderia colá-la. Ela não se juntava mais. Agora, Freud está mais perto de mim: eu estou com saudade da Lalá e a distância dela me fez ter medo de partir a relação. Mas, Laís, nem daqui você está livre de mim. O meu amor é além dos mares. E das aranhas e das osgas... E, saiba: hoje, no almoço na casa do Embaixador, eu estava com a pulseira de bambu, para levar um pouco de você comigo.
As coisas têm corrido bem, creio que tudo, a seu tempo, se estabelece, se arruma, se ajusta à nova terra e ao novo tempo em que vivo. Tenho estudado mais (quando tem luz), aproveito o restinho da energia do computador para escrever coisas aleatórias (cartas, coisas como este post), passar poesias a limpo, fazer programas do curso que leciono e, ainda, escrever as primeiras linhas de um projeto pessoal, muito subjetivo, e sobre o qual não creio que seja tempo mencionar além do já dito.
É interessante como me vêm à mente apenas as pessoas de que gosto (ainda que sonhe com elas com medo de perdê-las ou me sentindo uma estranha invasora...)... Tenho escrito quase diariamente para a minha lista de “amigos” (às vezes junto escritos de um dia e de outro e mando tudo de uma só vez), tenho mantido meus elos mais profundos com as pessoas que escolhi para mim – elos emocionais e com notícias daqui.
Tenho, sobretudo, me pensado mais. E isso é assunto para outro momento, e ainda nem sei se será público. Mas, certamente, já vislumbro algo de diferente no olhar que tenho sobre mim mesma, sobre a minha terra; na relação com as letras e com os daqui. Amadurecendo ainda...
2 comentários:
tão bom ler notícias suas!
Tanta coisa que eu quero te dizer...
Escolho uma: comecei a primeira cartinha.
Só mais uma: te amo demais.
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