quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A cor negra
vibra.
É a regra
Dos meus olhos
míopes
neblinados de braquidão.

Em meio ao nevoeiro que
Se acerca de
mim-corpo,
a alma firma-se
na razão que não me falta
não me volta.

E me pende
Nas nuvens espessas da
Ilha
que me consome em
Cor e odor
Fogo e sal
Beleza e dor.

A Ilha me perde sem que
Minh’alma
perca, sequer, um fio dos cabelos
negros.

(em 21 de setembro de 2009, São Tomé e Príncipe)

2 comentários:

Anônimo disse...

Minha doce e pequena Nadja, você é a rosa branca que essa terra preta ganhou de presente. Tua energia de flor há de tocar todos os vidros de carro, todas as almas de gente, todos os olhos pobres e alegres da cidade.
Sinto tua falta.

Anônimo disse...

Nossa...muito bom o poema, as metáforas são muito interessantes e a métrica da poesia dá um ritmo acelerado e diferente de tudo que já vi. Parabéns!

Abraço

www.dueloseduetos.blogspot.com