A cor negra
vibra.
É a regra
Dos meus olhos
míopes
neblinados de braquidão.
Em meio ao nevoeiro que
Se acerca de
mim-corpo,
a alma firma-se
na razão que não me falta
não me volta.
E me pende
Nas nuvens espessas da
Ilha
que me consome em
Cor e odor
Fogo e sal
Beleza e dor.
A Ilha me perde sem que
Minh’alma
perca, sequer, um fio dos cabelos
negros.
(em 21 de setembro de 2009, São Tomé e Príncipe)
2 comentários:
Minha doce e pequena Nadja, você é a rosa branca que essa terra preta ganhou de presente. Tua energia de flor há de tocar todos os vidros de carro, todas as almas de gente, todos os olhos pobres e alegres da cidade.
Sinto tua falta.
Nossa...muito bom o poema, as metáforas são muito interessantes e a métrica da poesia dá um ritmo acelerado e diferente de tudo que já vi. Parabéns!
Abraço
www.dueloseduetos.blogspot.com
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