Acabo de chegar de uma longa viagem até o Montijo (fui fazer uma ressonância magnética... outra, na verdade!). O N. foi um anjo me indicando todos os caminhos. Cheguei lá sem medos, com uma tranquilidade de quem vive(ria) aqui uma vida. Passei para o outro lado do rio de Pessoa, vi uma paisagem um pouco cinzenta. O sol não nos agraciou com sua cor, mas a beleza do Tejo estava intacta. Calmo, o Tejo parece uma grande gelatina, e ele nada em si mesmo, fazendo curvas discretas e nos dando a gostosa sensação de que mergulhar ali seria mergulhar em nuvens macias. O Tejo é, sem dúvida, mais bonito que o rio que corre na minha terra. E nele, no Tejo, tantos mistérios sem mistério algum, tantas memórias de terras distantes, e da minha terra distante, Brasil. "Ah, todo cais é uma saudade de pedra", e eu já sinto saudade mesmo antes de partir.
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Falei com J. de manhã. Estou com saudade dele, da tranquilidade com que ele está no mundo, de uma sabedoria lusa e amorosa; o J. é um afeto calmo, que me traz o que mais preciso na vida: a sensação de liberdade e o sentimento de paz. Gosto de tê-lo ao pé de mim.
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Tenho mastigado devagar as palavras de S. no blog. Bem devagar para o gosto persistir. E fica comigo a memória da Casa (uma casa real e outra casa que fantasio) do último post que li. Obrigada, S.
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