Tenho lido muito, felizmente. Gosto, como diz um amigo meu, de ser lida em meus livros. Este, Pour une nuit d'amour, de Zola (que estou lendo em francês, claro esteja) tem me deixado bem ocupada. Por ser em francês e por conter uma história muito interessante. Eu vou fundo nessa língua, pois sinto como é gostoso ler alguma coisa em uma língua estrangeira e, de súbito, não reparar que aquela língua é estrangeira. Que sensação boa!
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Vou comprar outros livros de bolso, em francês e em inglês, para ter com o que me divertir nos dias vazios de São Tomé. E talvez eu compre também uma gramática de inglês, para não perder essa língua, já que em ST não há professores de inglês. Tenho aprendido a ser meio auto-didata. E, de alguma forma, isso me faz muito bem, pois, pouco a pouco, vou me lembrando de que sou capaz de aprender mesmo em espaços que não valorizam ou não investem no aprendizado.
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Saber que em ST não há aulas de artes ou de música me dá um vazio por dentro. A música é alimento para a alma. As artes ajudam a desenvolver e a criar novas nuances para o pensamento. É necessário encher uma biblioteca de livros bons, que instiguem o conhecimento das artes plásticas, da música e da literatura. Será que um dia, lá em ST, alguém vai dar conta da sua própria musicalidade e habilidade? E, se der, terá com quem partilhar? É um dos meus sonhos... Como um povo pode viver sem canções?
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Hoje o dia amanheceu lindo. Céu azul, sol, e aquele friozinho gostoso de outono-quase-inverno. Vou cuidar um pouco de mim, e tentar encontrar um bom casaco de neve para a França. O problema de ficar procurando essas coisas é o fato da perna não ajudar muito: fico cansada bem rápido, e, ato contínuo, sem paciência para andar e procurar... Mas não custa nada tentar!
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Pé na estrada!
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