quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Impaciência

Ouvindo o delicioso Iáiá, de Mônica Salmaso.

A impaciência, óbvio, não está ligada a ele (ou a ela).

Está ligada a uma ansiedade que não consigo conter. A uma dor que me corta por segundos, diariamente, aos olhos marejados por tanto tempo. Às novas compulsões, aos novos medos.
À vontade de mudar, de sumir, de desaparecer, esvaecer, delir, desvanecer, desfazer, dissipar, evaporar, esvair...
Todos esses desejos, dicionarizados, pronominalmente ligados a mim (-me).

Quero ser diáfana. Simbolista. Cruz e Sousa (Ave!, Cruz). Quero ser assonante, velada, veludoza voz...

Até onde vou?
Até quando?

Banho, máscaras e trabalho, é o destino de agora.

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