Não me aproprio do texto, mas compartilho do sentimento e amo, amo, amo a delicadeza dessa moça...
Do tamanho do mundo
"Uma vez me disseram que há pessoas que não cabem em si. E, muitas vezes, me sinto como uma delas. Longe de qualquer pretensão, parto, sobretudo, de uma constatação: não são raras as vezes em que parece que tudo que tenho por dentro vai explodir - talvez por conseqüência de uma política (in)correta de contensão de sentimentos que não consigo abandonar. E não importa se o que enche minhas garrafas vem do passado ou do presente; sua intensidade é imensidão.
Odeio perceber que vou deixando coisas pelo caminho que nem queria ter abandonado; me sinto derrotada, sempre perco emoções e sorrisos na falta de coragem, pelo ínfimo desejo de tentar. Só do que eu preciso, nesses dias cinzas, é que compartilhem cada gota de sentimento que transborda não pelos olhos, mas pelas palavras; que não a deixem de lado porque preciso ter alguém que na magnitude do silêncio saiba me dar a mão e me conduzir.
Os gestos humanos acabam por tornarem-se dispensáveis, pois inexistentes. Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo. E são as minhas palavras, do alto de sua fidelidade, que me dão a mão, que entrelaçam seus dedos aos meus e me conduzem pela estrada. Para sempre; e sempre."
Que bom você, Su. Presente pra mim.
Do tamanho do mundo
"Uma vez me disseram que há pessoas que não cabem em si. E, muitas vezes, me sinto como uma delas. Longe de qualquer pretensão, parto, sobretudo, de uma constatação: não são raras as vezes em que parece que tudo que tenho por dentro vai explodir - talvez por conseqüência de uma política (in)correta de contensão de sentimentos que não consigo abandonar. E não importa se o que enche minhas garrafas vem do passado ou do presente; sua intensidade é imensidão.
Odeio perceber que vou deixando coisas pelo caminho que nem queria ter abandonado; me sinto derrotada, sempre perco emoções e sorrisos na falta de coragem, pelo ínfimo desejo de tentar. Só do que eu preciso, nesses dias cinzas, é que compartilhem cada gota de sentimento que transborda não pelos olhos, mas pelas palavras; que não a deixem de lado porque preciso ter alguém que na magnitude do silêncio saiba me dar a mão e me conduzir.
Os gestos humanos acabam por tornarem-se dispensáveis, pois inexistentes. Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo. E são as minhas palavras, do alto de sua fidelidade, que me dão a mão, que entrelaçam seus dedos aos meus e me conduzem pela estrada. Para sempre; e sempre."
Que bom você, Su. Presente pra mim.
2 comentários:
Own (: fico feliz que tenha gostado, querida. :*
Não apenas gostei, como me li muito em você! Como é bom a gente ir se descobrindo assim. E tantas supresas.
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