quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mais Marcelo, posso???

"toda beira é final de dois
eu deixo tudo sempre pra fazer mais tarde
e assim eu caminho no tempo que bem entender
afinal faz parte de mim ser assim.
mais um pouco e vai dar sinal
brinco de esconder
caminho de fé
não vou mais só no que a vida me traz"

Doce Vida, Marcelo Camelo.

Por que isso agora?

Porque decidi serissimamente chegar em casa hoje e cumprir todas as minhas tarefas institucinais. E essa canção (belíssima) demoveu-me de meus deveres institucionais e passei aos deveres interiores, das interioridades de mim... (sic)

Enfim, aqui se fala de tudo. Um blog não é um diário. Assim sendo, e devendo ser, gloso o mote camelino, marcelino, cameliano... Há nomes impossíveis de serem transformados em conceitos. Mas, o próprio nome aqui poderia ser, nessa reflexão profundíssima e repleta de superlativos, um conceito (?).

Vamos lá:

1) emagreci quilos. Tornei-me uma corredora. Passei em frente a uma loja, sem um centavo no bolso e tampouco previsão para tê-lo (o centavo), e comprei calças - 36.

2) pensei muito nas idas e vindas ao trabalho. Copa-Barra-Ipa-Copa. Pensamento me impede de institucionalizar-me (esse copa-ipa-barra mais parece um terceto de soneto gregoriano - de Gregório de Matos:

"Para a tropa do trapo vazo a tripa,
E mais não digo, porque a Musa topa
Em apa, epa, ipa, opa, upa.")

3) desmarquei o rpg. Passei mal ontem, estou ainda um tanto quanto confusa com o mal que passei, enfim, enfim, enfim...

4) receber um novo amigo em casa muda os rumos institucionais.

5) festa de ex-aluno é uma merda: eu descobri que estou ficando velha e meus alunos lindos e cada vez mais inteligentes que eu...

6) quero me matar.

7) o que tem a música do Camelo com isso??? Releia a música. Simples.

8) converso com Dani no msn enquanto escrevo (música danielana, canção lopesana, daniana... esse nome é meu conceito de família)

9) EXCESSÃO/ECXESSÃO/EXCEÇÃO???

10) não pára de chover...

2 comentários:

Unknown disse...

Você e o "glosar o mote"...
Não há como não lembrar de ti ao ouvir esta expressão.
Criei hábito de visitar-te no blog.
E não canso de repetir: és uma poetisa.E não me venha dizer o contrário!

Nota de rodapé: Acho que o ato de escrever liberta.Será??
Beijocas da aluna que te admira muito,

Carla Mariana.

Unknown disse...
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