


Bem, esse lugarzinho e essa minha cara de feliz e contemplativa foi a tônica do final de semana em Friburgo (com um "pulinho" em Lumiar e São Pedro da Serra). Senti um friozinho gostoso, ouvi rio correr (nadei no rio)!, fiquei horas (literalmente) em estado de contemplação, ouvindo o rio correr, e lavando, em pensamentos, muitas e muitas coisas que ainda insistiam em estar-em-mim até então. As águas (dizem os entendidos, ou iniciados, que sou filha de Iemanjá, embora, agora, creia que eu seja filha mesmo é de Oxum) me lavam profundamente, me levam muito além do que é possível reproduzir aqui, em palavras, e, muitas vezes, penso mesmo que nem o pensamento é capaz de abstrair a sensação de bem-estar que me causa a água.
E também a beleza das cores do lugar me encheram de vida e morte (ordem natural das coisas). Fiquei, como diria... natural, naturalmenete, o dia inteiro. Vivendo o silêncio, conhecendo meu corpo sem as agruras e as máscaras da cidade, pensando em "quem virá com a nova brisa que penetra" - se desejo estar de flanco aberto... (pois que há "brisa", isso não posso negar!).
Eu não poderia deixar de dizer que senti uma alegia angustiada de não poder viver ali, morrer ali, e, por uns momentos de minha contemplação (íntima, o olhar para dentro de mim mesma, da minha mente, das minhas dores e alegrias e tudo...) pensei que aqueles eram os último leves dias. Tive a sensação de que passava um filme de minha vida pela minha cabeça. Lembrei-me - e assustei-me - de coisas de quando eu era miúda, muito miúda... E cri mesmo que me integraria àquela natureza, entre a hortências em flor, as rosas muito vermelhas, as lindas bromélias, a grama verde.
E eu quis morrer ali, nos braços motanhosos... e ser parte de tudo.
3 comentários:
que sentimento bom :~
eu tava perto de lá, teresópoliis!
Belo lugar!
Lindas fotos!
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