É interessante como suavidade não tem sido a minha marca mais forte. Sinto-me especialmente desacelerando a agressividade do final do ano, colocando a casa interior em ordem (dentro do que eu considero ordem: um caos em que me acho...) O problema é que eu já não estava me encontrando no meio das angústias, das histórias, das perdas... e não via em nada disso uma saída. Mas, sim!, perdas devem ser vividas. Senão voltam com força depois e então... não quero nem me lembrar de como é isso.
Mas eu fiz um poema suave, meu doce Anônimo. Eu tento cantar suavemente, andar suavemente, olhar o céu, reconhecer a natureza, interagir com ela, suavemente. E o poema se fez num dia em que as meninas às quais me refiro estavam radiantes - embora barulhentas - de forma diferente elas cresciam em mim, na sala de aula... elas eram o poema naquele momento. E eu me lembro muito bem de que me rendi aos encantos daquela vitalidade que elas exalavam, jorravam (sic). Como cortar a vitalidade? Perde-se tanto dela pelo caminhar da vida... Não, eu não fui feita pra dizer não para o que se quer vivo, feliz, brilhante... E há ainda o tédio!!! Ah, o tédio é o meu, quando vislumbro nelas a angústia do futuro, e me invade uma vontade de salvá-las. Mas eu sei que não posso. Deixo que sofram tudo.
A vida é tão só.
Eu, tão mais só...
A música tem sido a companheira, o dia todo.Eu estava hoje alegre, tão alegre que não conseguia escrever. E a mensagem da suavidade me deu a deliciosa angústia de que precisava para escrever... Algo, por enquanto, sem a forma exata que busco, informe, disforme (seria isso?). Enfim, as palavras escondidas nas rosas brancas me ajudaram a escrever. E cantei um musiquinha linda, de que gosto muito!
Foi de marejar os olhos o tão pouquinho imenso das palavras do meu suave Anônimo.
PS.: Ave Billie Holiday.
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