sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Sobre Copacabana...

Voltei da caminhada insana noturna e tinha a certeza absoluta de que escreveria sobre Copacabana, qualquer coisa aludindo a Rubem Fonseca, "A arte de andar pelas ruas de Copacabana". Foi então que coloquei o cd da Fernanda Takai. E tocou uma música que "responde" a uma das minhas questões atuais (quero dizer que durante as minhas caminhadas faço auto-análise, e o alvo atual dessa análise é o "abandono"). O fato é que há coisas para as quais não há resposta, mesmo que achemos que há e que lutemos contra tudo e todos para, enfim, click!, acharmos que veio a resposta. Não. E são dessas coisas para as quais não há resposta que a vida é feita de verdade. Eu posso até fingir respostas, mas saberei que, lá no meu íntimo, estará ainda a interrogação e tudo o que uma interrogação traz consigo: dor, angústia, dúvida... Sendo assim, para responder à minha mais nova pergunta (e abandoná-la, considerando-a efetivamente respondida e pondo um ponto final no lugar da interrogação...): como a coisa mais linda que alguém encontra pode ser tão facilmente negligenciada, abandonada?, finjo a resposta com a música que estou ouvindo:
Cansei de tanto procurar
Cansei de não achar
Cansei de tanto encontrar
Cansei de me perder

Hoje eu quero somente esquecer
Quero corpo sem qualquer querer
Tenho os olhos tão cansados de te ver
Na memória, no sonho e em vão
Não sei pra onde vou
Não sei se vou ou vou ficar
Pensei não quero mais pensar
Cansei de esperar

Agora nem sei mais o que querer
E a noite não tarda pra nascer
Descansa coração
E bate em paz.
Parece uma resposta resignada? E é. Porque é unilateral. A outra parte não-respondeu com o silêncio. Pena... Descansa coração!
(Para falar a verdade, nem eu tinha a medida do quanto aquela idéia (ideia) de ter um Cais me era cara. Estou surpreendida com o tamanho da minha capacidade de ainda querer...)

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